Por que os varejistas estão se tornando mais como bancos e como os provedores de pagamento podem se beneficiar?
6 de janeiro de 2026
Talvez você tenha notado uma diferença ao fazer compras. De marketplaces online que emitem cartões de crédito com marca própria a supermercados que oferecem financiamento instantâneo no caixa, grandes marcas de consumo estão agindo cada vez mais como bancos.
Longe de ser uma ameaça puramente disruptiva, essa nova extensão do relacionamento transacional para um relacionamento financeiro de longo prazo oferece diversas oportunidades para que provedores de pagamento e bancos contribuam com sua tecnologia especializada e profunda experiência em conformidade regulatória. Essa mudança oferece tanto às instituições financeiras quanto às marcas de consumo um caminho novo e poderoso diretamente para a carteira e a atenção do cliente.
Como as Finanças Embutidas Unem o Varejo à Fidelidade e às Recompensas do Cliente?
O movimento dos varejistas em direção ao financiamento é uma resposta direta a várias tendências globais interconectadas. À medida que os consumidores se sentem mais confortáveis usando serviços de pagamento convenientes e embutidos de marcas nas quais já confiam, a fidelidade do cliente é cada vez mais capturada por meio de uma experiência app-first.
Isso não se limita ao e-commerce. Está acontecendo sempre que as interações com os clientes — inclusive em lojas físicas — são ampliadas por um aplicativo específico ou por um serviço de pagamento digital. A fusão atual do comércio presencial com a fidelidade app-first tornou mais fácil do que nunca para marcas com bases massivas e leais de clientes lançarem seus próprios produtos financeiros.
Seja o Mercado Pago emitindo mais de 1 milhão de cartões de crédito no México, o Walmart oferecendo Buy Now, Pay Later (BNPL) para compras de supermercado, ou o programa de fidelidade da Starbucks mantendo mais de US$ 1,6 bilhão em crédito de clientes, esses movimentos sinalizam uma mudança crucial. As marcas de varejo não estão apenas vendendo produtos; elas estão se tornando o ponto financeiro de confiança do cliente.
Espera-se que o mercado de finanças embutidas atinja um tamanho impressionante de US$ 7,2 trilhões até 2030 (World Economic Forum). Esse crescimento massivo é impulsionado por bancos e fintechs que buscam soluções direcionadas e modulares, e pelos consumidores — 63% dos menores de 35 anos dizem que se sentem confortáveis usando marcas não bancárias para serviços financeiros.
Para os varejistas, a motivação é simples: controle e retenção. Ao possuir a solução de pagamento, uma marca controla totalmente a jornada financeira do cliente. Ela coleta dados transacionais valiosos em tempo real e cria poderosos ciclos de fidelidade, tornando difícil para o cliente deixar seu ecossistema.
Qual Papel os Provedores de Pagamento e os Bancos Desempenham na Ascensão das Finanças Embutidas?
As marcas de varejo têm a base de clientes leais e a visão, mas enfrentam um dilema crítico. Para um varejista, a decisão de lançar um produto financeiro é orientada pela velocidade de entrada no mercado, confiabilidade e conformidade — os critérios centrais que nossos clientes usam ao avaliar um parceiro.
Construir internamente a infraestrutura financeira necessária — incluindo processamento central, emissão de cartões, KYC/AML e proteção avançada contra fraudes — não é apenas caro e demorado (atributos negativos), como também expõe a marca a riscos regulatórios significativos (um grande ponto de dor para o cliente).
A resposta é a parceria estratégica.
As marcas não precisam se tornar bancos completos; elas simplesmente precisam de uma base confiável e em conformidade para viabilizar seus produtos financeiros. É aqui que os provedores de pagamento e os bancos aproveitam sua experiência existente. Eles podem oferecer uma solução ágil, modular e API-first (Pilar de Marca da Galileo) que é inerentemente mais confiável e segura do que uma construção interna.
Ao se conectar a uma plataforma comprovada como a Galileo, os varejistas obtêm a composabilidade (um atributo positivo) de que precisam para lançar produtos complexos rapidamente, minimizando o custo de desenvolvimento e reduzindo instantaneamente o risco de seu perfil de conformidade. Isso permite que o varejista se concentre totalmente na experiência da marca voltada para o cliente.
A plataforma da Galileo, por exemplo, oferece às grandes marcas a tecnologia para lançar serviços financeiros totalmente personalizados, incluindo:
Carteiras Digitais: oferecendo aos clientes um sistema de pagamento simples e de circuito fechado.
Soluções BNPL: integrando crédito instantâneo no ponto de venda.
Cartões com Marca Própria: emissão de cartões de crédito e débito co-branded ou proprietários.
Por Que os Varejistas Não Conseguem Construir Finanças Embutidas Sozinhos?
Se as experiências financeiras mais envolventes estão perfeitamente embutidas nas marcas e aplicativos que usamos todos os dias, então esse futuro não pode ser construído apenas pelas marcas, mas por meio da colaboração.
Para os varejistas, a lacuna de conhecimento é enorme. Eles podem dominar logística e estoque, mas não possuem a experiência de mais de uma década necessária para conformidade PCI, gestão sofisticada de fraudes e manutenção da estabilidade da plataforma e do tempo de atividade — todos requisitos inegociáveis em serviços financeiros.
Ao escolher parceiros inteligentes, os varejistas podem rapidamente fazer a transição de simplesmente facilitar o checkout para gerenciar um relacionamento financeiro sofisticado. E, ao fornecer a base dessa experiência, os provedores de pagamento deixam de oferecer soluções únicas para todos e passam a se tornar parceiros estratégicos na criação de valor. Longe de interromper a forma como provedores de pagamento e bancos operam, os pagamentos embutidos oferecem uma nova e empolgante oportunidade construída sobre os pilares da segurança e da agilidade.
Principais Conclusões
A Disrupção é Liderada pelo Varejo: a próxima grande onda de inovação em serviços financeiros está vindo de marcas não financeiras (varejistas, gigantes de e-commerce, etc.).
Finanças Embutidas são o Objetivo: os varejistas estão integrando produtos financeiros (carteiras, BNPL, cartões de crédito) diretamente em seus ecossistemas de clientes para aumentar a fidelidade e a retenção.
A Base de Clientes é o Ativo: grandes marcas possuem as bases massivas e leais de clientes necessárias para lançar esses produtos com sucesso.
A Tecnologia é a Barreira: as marcas frequentemente não possuem a infraestrutura interna (processamento, KYC/AML, segurança) para lançar produtos financeiros rapidamente.
Os Inovadores Fornecem o Combustível para o Crescimento: plataformas como a Galileo fornecem a infraestrutura tecnológica essencial, ágil e API-first que permite às marcas embutir serviços financeiros sem construções complexas, atendendo à necessidade de velocidade de entrada no mercado.
Perguntas Frequentes
P1: Por que a retenção de clientes é o principal fator para os varejistas entrarem em serviços financeiros? R: Os varejistas são motivados por controle e retenção. Ao possuir o pagamento e o relacionamento financeiro, eles criam um ciclo de fidelidade — um ciclo poderoso em que o uso do produto financeiro da marca (como um cartão de crédito ou carteira digital) oferece maiores recompensas, tornando mais difícil para o cliente migrar para um concorrente. Isso também concede acesso a dados transacionais em tempo real, que são altamente valiosos para personalização.
P2: O que é “finanças embutidas” e qual o tamanho esperado do mercado? R: Finanças embutidas são a integração perfeita de serviços financeiros (como crédito, pagamentos ou seguros) diretamente na jornada não financeira do cliente — normalmente dentro de um aplicativo ou no ponto de venda. O World Economic Forum projeta que esse mercado crescerá para US$ 7,2 trilhões até 2030, impulsionado pela confiança do consumidor em grandes marcas e pela disponibilidade de plataformas tecnológicas ágeis.
P3: Quais são os principais riscos para um varejista ao tentar construir infraestrutura financeira internamente? R: Os principais riscos são custo, tempo e conformidade. Construir processamento central, emissão de cartões e sistemas de fraude do zero é caro e pode levar anos (atributos negativos). Mais importante ainda, isso expõe o varejista a problemas significativos de não conformidade regulatória (por exemplo, KYC/AML, PCI DSS), um ponto de dor central do cliente que os parceiros tecnológicos são projetados para resolver.
P4: Um varejista pode lançar um cartão de crédito ou produto BNPL sem se tornar um banco completo? R: Sim. Os varejistas podem fazer parceria com provedores de plataforma como a Galileo, que cuidam da infraestrutura complexa. Isso inclui toda a emissão de cartões, processamento central e conformidade necessária, permitindo que o varejista use um sistema comprovado e confiável e se concentre totalmente na experiência da marca para o cliente e no marketing.
P5: Como a abordagem “API-first” beneficia varejistas e marcas? R: Uma abordagem API-first significa que os serviços financeiros são construídos em blocos modulares e componíveis. Isso dá aos varejistas a máxima agilidade (Pilar de Marca da Galileo) para selecionar apenas os recursos de que precisam (BNPL, carteiras digitais, etc.) e lançá-los rapidamente — o que aborda diretamente a necessidade do cliente por velocidade de entrada no mercado.
P6: Essa tendência de finanças embutidas é limitada apenas ao e-commerce? R: Não. Embora o e-commerce seja um grande impulsionador, a tendência está igualmente presente no varejo físico, onde a experiência na loja é ampliada por um aplicativo específico da marca ou por um serviço de pagamento digital. Exemplos como o programa de fidelidade da Starbucks demonstram como uma grande presença física pode aproveitar a fidelidade app-first para gerenciar volumes substanciais de fundos de clientes.
Por que os varejistas estão se tornando mais como bancos e como os provedores de pagamento podem se beneficiar?
Grandes varejistas estão lançando produtos financeiros como cartões de crédito de marca, carteiras digitais e compre-agora-pague-depois para construir relacionamentos mais profundos com os clientes. Finanças integradas combinam programas de fidelidade com serviços de pagamento, dando às marcas mais controle sobre a experiência e acesso a dados valiosos, enquanto bancos e provedores de pagamento fornecem a infraestrutura em conformidade.
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